As metas para um 2018 mais saudável começam pela alimentação

Todo mundo já estabeleceu como resolução de Ano Novo mais saúde e um corpo melhor. Ao longo dos doze meses, dietas da moda, inscrição na academia e simpatias fazem parte de uma coleção de artimanhas para tentar alcançar os objetivos. Mas na lista do próximo ano, muita gente repete as mesmas metas. Por que isso acontece?

Porque normalmente esquecemos a resolução mais importante: comer melhor.

Alimentar-se com consciência melhora não só a saúde física, mas também a mental. Ajuda o corpo, mas também serve como processo de autoconhecimento e reflexão sobre diversos aspectos da vida. Comer bem serve como academia e como terapia. Quer solução melhor para os problemas da vida?

Algumas mudanças de hábito simples, e que podem compor uma rotina prazerosa, irão te ajudar a ter uma alimentação mais saudável em 2018. Quem sabe sobra espaço na lista do ano que vem para novas resoluções? 

1. Cozinhe mais

Cozinhar é uma meditação. Permite o descanso da mente e é um momento de permitir-se a calma. Prestar atenção na receita e colocá-la em prática com paciência é uma combinação perfeita para o espírito.

O ato de cozinhar também ajuda a entender os ingredientes e os processos e, assim, começar a se alimentar com consciência. Comer bem começa com valorizar o que se come. E para isso é preciso entender de onde vem, como é feito e para onde vai.

Comece dedicando uma hora da semana a fazer sua própria refeição. Nada como aquelas receitas simples da internet para começar. Que tal tentar uma salada simples de grão de bico, ou um macarrão com pesto?

2. Vá mais à feira

Conhecer os alimentos e o impacto deles para o nosso corpo e para o mundo é o segredo da boa alimentação. As feiras permitem isso, porque você está em contato direto com os ingredientes da época e com os produtores. Além disso, ir a uma boa feira é um mundo a ser explorado, porque desperta todos os sentidos e a criatividade. Sentir a textura e o cheiro é um treinamento para as milhares de possibilidades na cozinha.

Além disso, feiras costumam ser lugares de troca de conhecimento. Um novo ingrediente para a sua dieta pode aparecer entre um agrião e uma cenoura, entre um papo com um feirante e outro. Além de que tudo isso agrega a sua rotina uma incrível experiência social.

3. Prove coisas diferentes

Você já disse alguma vez que não poderia viver sem algum alimento? Ou que jamais testaria uma nova dieta? A construção cultural de uma sociedade em torno da comida constrói uma riqueza única, mas às vezes limita. Acreditamos não ser possível modificar a própria dieta quando, na verdade, só estamos acostumamos aos mesmos ingredientes de sempre.

O prato típico do brasileiro é o arroz e feijão. Mas você já tentou substituir o feijão por lentilha, ervilha ou grão de bico? O grão de bico, por exemplo, tem muita proteína e ainda fibras, minerais como ferro, cálcio, magnésio, fósforo, potássio e vitaminas do complexo B. Intercalar os grãos ao longo da semana garante mais variedade de nutrientes.

4. Coma menos açúcar

Como diz a escritora especialista em alimentação Sonia Hirsch, se você só puder modificar um hábito no ano que entra, que seja o de comer açúcar. Em seu livro Sem Açúcar, Com Afeto, a autora explica que "o açúcar dá uma certa bobeira mental, cientificamente explicada pelo encontro da insulina com um aminoácido chamado triptofano, que é rapidamente convertido no cérebro em serotonina, um tranqüilizante natural". O que, em excesso, não pode ser bom.

O açúcar está ligado à depressão e a alergias, além de inflamação no intestino. Comece cortando o açúcar refinado, que vai direto para o sangue. Opte pelo açúcar mascavo ou, melhor ainda, pelo melado ou a rapadura, que, por não passarem pelo refinamento, mantém propriedades como o cálcio e o ferro. Mas não se engane! Engorda e vicia igual.

O problema é que, atualmente, mesmo os produtos salgados contêm açúcar. Diminuir os industrializados e buscar produtos com poucos ingredientes (que são mais naturais) também é importante neste processo.

5. Troque o branco pelo integral

Assim como o açúcar, tudo é melhor quanto menos refinado. Todo arroz e farinha que se mantém integral conserva nutrientes. São mais nutritivos, contando com mais quantidade de fibras, vitaminas e minerais.

Eles têm praticamente a mesma quantidade de calorias, mas contribuem para o funcionamento intestinal e saciam mais. Por isso, são essenciais em qualquer dieta alimentar que inclua a perda de peso.

Segundo a American Dietetic Association, são vários os benefícios atribuídos ao consumo de fibras alimentares. Entre eles a diminuição do colesterol, a prevenção da constipação, o aumento da saciedade, a redução do risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, a prevenção e tratamento de diverticuloses e tratamento do diabetes tipo 1, e a prevenção de vários tipos de câncer.

E aí, já fez as suas resoluções para 2018?

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